Caso - Vimaponto
Vimaponto: falar com a operação, em vez de a navegar.
A Vimaponto tinha a operação num sistema de planeamento, o VMP Plan, ligado ao ERP Primavera. Os dados estavam lá — faltava uma forma de qualquer pessoa perguntar e agir sem navegar ecrã a ecrã. Construímos um agente de IA que assenta sobre o software existente: pergunta, responde com dados reais e despoleta ações.

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A ideia
A Vimaponto corre a operação industrial no seu sistema de planeamento, o VMP Plan, ligado ao ERP Primavera. A informação toda existe — encomendas, planos de produção, estados, prazos. O difícil é chegar a ela: para saber o que está em atraso, ou para mexer num plano, alguém tem de navegar o software, abrir ecrãs e correr consultas.
A ideia era pôr uma camada de conversa por cima do que já existe: qualquer pessoa pergunta em linguagem natural — “o que está em atraso?”, “qual o estado deste plano?” — e obtém resposta com dados reais. E não só resposta: o agente também despoleta ações no próprio sistema.
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O bloqueio
Num contexto industrial, um agente de IA que inventa respostas não serve para nada — pior, é arriscado. O desafio não era “pôr um chatbot”, era ligar a IA aos sistemas reais de forma fiável: que use sempre os dados verdadeiros como fonte, saiba o que pode e não pode fazer, e consiga executar ações sem partir nada. Sem isso, é só conversa.
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O caminho
Pensámos o produto de uma ponta à outra — arquitetura, integrações, design e as questões estruturais — antes de escrever a primeira resposta.
No centro está um agente (FastAPI e LangGraph, com o Gemini) que trata o software da operação como fonte de verdade. Em vez de o ligar campo a campo, usámos o protocolo MCP: o VMP Plan expõe as suas entidades e ações como ferramentas que o agente descobre e usa — ler registos, perceber estados, e criar, atualizar ou executar. A regra é dura: nunca inventar dados; se a informação não vier do sistema, dizê-lo.
À volta, o que torna isto utilizável no dia a dia: memória persistente por conversa, noção do tempo real (atrasos, prazos, “para hoje”), leitura de documentos carregados, e integração com o Microsoft 365 para fluxos como mudanças de agenda. E a ligação ao ERP Primavera, onde a operação assenta.
Do lado de quem usa, uma interface de conversa (Next.js) com gráficos e diagramas gerados pelo próprio agente — para a resposta não ser só texto.
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Hoje
Hoje existe uma demo funcional: pergunta-se à operação em linguagem natural e obtêm-se respostas ancoradas nos dados reais do VMP Plan, com o agente a conseguir também despoletar ações sobre o sistema. O produto — arquitetura, integrações e design — está pensado para crescer do piloto para produção.
Se a tua operação vive dentro de um ERP e de um sistema de planeamento, o valor não está em substituí-los — está em deixar as pessoas falar com eles e agir, com a garantia de que a resposta vem de dados reais. Foi isso que construímos.
